Martin Kidd e a Victory. Overdrive valvulado feito com válvulas
Sempre tem um som na minha cabeça que eu tento alcançar com um determinado projeto de circuito.
Quem é o único responsável pelo próprio timbre de guitarra precisa ir até a primeira fila e ouvir.
Martin Kidd nunca estudou eletrônica. A única qualificação dele em física é ter passado numa prova da escola. Ele é um guitarrista que queria coisas bem específicas dos amplificadores, e foi por isso que começou a projetá-los. O timbre dele pode ser experimentado no nosso plugin gratuito AmberPawAmp ou nas capturas NAM de V4 The Copper, The Kraken e The Sheriff.
- Capítulo um. Um Marshall por oitenta libras
- Capítulo dois. Cornford
- Capítulo três. Um projetista de amplificadores, uma fábrica e alguém para vender
- Capítulo quatro. Uma impressão do site da EasyJet
- Capítulo cinco. Duchess, Kraken, Sheriff, Copper
- Capítulo seis. Válvulas de um bunker
- Digressão para engenheiros. Não na frente, mas no lugar
- Capítulo sete. O que aconteceu com a Victory?
- Epílogo. Overdrive valvulado feito com válvulas
- Fontes
Capítulo um. Um Marshall por oitenta libras
Inglaterra, começo dos anos 1990.
Kidd aprende sozinho. Um técnico de consertos da região conversa com ele como se ele entendesse tudo. Ele entende muito pouco, mas o pouco que entende da física da escola o inspira demais.
Ele ganha a vida dando aulas de guitarra.
Ele tem um Marshall Super Lead 1969, comprado por umas oitenta libras. Naquela época eles não valiam muito dinheiro. O amplificador saiu errado da fábrica: um resistor tem dez vezes o valor que deveria ter.
Um amigo de Kidd testa um mod do The Tube Amp Book, de Aspen Pittman: um master volume depois do inversor de fase. Kidd faz o mesmo no seu Marshall. Funciona. Nada queima. “Ainda estou aqui”, diz ele.
Se ele tem dois shows em duas noites seguidas, pode muito bem tocá-los com dois circuitos diferentes. No palco, ele guarda de cabeça o que está errado e, naquela mesma noite, em casa, refaz a fiação do amplificador.
Muito do que ele projetou depois começou como um jeito de poupar os ouvidos e as sobrancelhas de quem estivesse bem na frente do gabinete.
Em 2016, ele já está há vinte e cinco anos construindo, modificando e projetando amplificadores.
Capítulo dois. Cornford
Entre os alunos de guitarra de Kidd está Paul Cornford. Um dia Cornford aparece com um Fender Princeton tweed 1961 e pergunta: você acha que consegue copiar isso? Kidd não vai copiar. Se ele faz algo para soar de um certo jeito, quer ter chegado lá com o próprio circuito.
Assim nasce o Cornford Harlequin, e depois dele o MK50. Kidd desenha os circuitos. Cornford entra com o dinheiro e o marketing.
Por volta de 1998 o Harlequin ganha uma análise na revista Guitarist. Eles começaram numa garagem dupla no fundo do jardim de Cornford e depois se mudaram para um galpão industrial. Assim se passaram uns dez anos.
Depois a coisa desandou. A empresa, admite Kidd, não era muito bem administrada, e a Cornford fechou as portas.
Os amplificadores Cornford eram fabricados sob contrato pela fábrica Straight Edge. O pessoal de lá viu a situação difícil do projetista e deu um emprego para ele.
Capítulo três. Um projetista de amplificadores, uma fábrica e alguém para vender
Lee Anderton, um dos donos da loja Andertons, em Guildford, vendia muitos Cornford e gostava disso. Quando a marca sumiu, ficou um buraco no catálogo dele. Na fábrica também: o contrato dos amplificadores tinha acabado.
Anderton liga para a fábrica. Eles se entendem logo de cara: “A gente tem um projetista de amplificadores, tem uma fábrica e tem alguém que poderia vendê-los.”
Algumas pessoas entram com pequenas quantias. A parte de Anderton no primeiro dia: 25.000 libras. Kidd chama a coisa toda de aposta.
A Victory não é registrada como empresa limitada, mas como uma sociedade em nome coletivo. Assim, os nomes dos sócios ficam fora dos registros públicos.
As fotos e o site ficam por conta de Mick Taylor, ex-editor da Guitarist e, mais tarde, um dos apresentadores do That Pedal Show.
A Victory não tem distribuidor na Grã-Bretanha: os amplificadores vão da fábrica direto para as lojas, e os preços saem mais baixos do que os de muitas marcas boutique.
Em 2 de outubro de 2013 a Victory chega ao mercado com três amplificadores montados à mão: o V10 The Baron, o V50 The Earl e o V100 The Duke. O Baron tem duas válvulas de saída de tipos diferentes, uma 6L6 e uma EL84, cada uma com o seu master.
O V100 usa 6L6. Isso foi decidido nos testes dos protótipos com o primeiro artista da marca, Guthrie Govan. Govan se achava um cara de EL34, mas num teste às cegas escolheu as 6L6.
Os nomes são títulos de nobreza. Quem os inventou, Kidd já não lembra. O nome The Duke, como se descobriu, pertencia a outra pessoa, e foi preciso abrir mão dele.
Os primeiros amplificadores não vendem. Anderton chama a Victory daquele ano de capricho pessoal.
Capítulo quatro. Uma impressão do site da EasyJet
Guthrie Govan pede um amplificador que caiba no bagageiro de cima de uma companhia aérea de baixo custo. O briefing do projeto: uma impressão do site da EasyJet com as dimensões máximas permitidas para a bagagem de mão. Kidd resolve em umas duas ou três semanas: Govan tem um show no Extremo Oriente pela frente.
O primeiro protótipo não dá conta. O overdrive está bem perto, mas falta headroom ao som limpo. Trinta watts não bastam. Kidd passa o estágio de potência de polarização catódica para polarização fixa e chega a uns 42 watts. O protótipo volta para Govan um pouquinho mais pesado.
Quando ele embarca num voo de baixo custo, conta Govan, olham para o case do amplificador e acham que é uma bolsa de câmera.
Amplificadores lunchbox já existiam antes da Victory. O próprio Kidd cita os antecessores, o Linear Concord e o Orange Tiny Terror. Mas a maioria ficava na faixa dos 15 ou 20 watts, e ele queria tirar 50 watts de verdade de transformadores pequenos num chassi compacto.
Na primavera de 2014 sai o V30 The Countess, por 799 libras. Anderton lembra de quatrocentos pedidos em uma semana, e o vídeo de demonstração ele gravou no próprio porão. A Victory deixa de ser um capricho no prejuízo e vira um negócio.
Depois do V30, a Victory finalmente começa a ser levada a sério. A Guitarist dá a ele os prêmios “Guitarist Choice” e “Gear Of The Year 2014”.
Capítulo cinco. Duchess, Kraken, Sheriff, Copper
Em dezembro de 2014 sai o V40 The Duchess: um amplificador para guitarristas de blues e roots que viviam pedindo o amplificador que parecia não existir.
Em 2015 Rabea Massaad, um cara que entende de ganho, pede um amplificador compacto para metal moderno e guitarras com afinação baixa. Ele mesmo tinha tocado num Marshall JCM900 Dual Reverb e num 5150. Kidd descobre que o overdrive do JCM900 é transistorizado quase até o tone stack, e isso ele não quer. Partir de um Soldano também está fora de questão: só serve o próprio circuito. O primeiro protótipo do Kraken sai com ganho demais, e o grave precisa ficar ainda mais firme. No fim, Kidd descreve o primeiro canal como um JCM800 com mais ganho e o segundo como um 5150 com um ataque mais suave.
No mesmo ano, vem a público que Dave Murray gravou as suas partes de The Book of Souls, do Iron Maiden, com um V100 e um gabinete V412. Foi o técnico dele que recomendou ligar para a Victory. O V100 não foi para a turnê: o sistema de chaveamento dele precisava de mais uma interface, e não deu tempo.
Em 2016 sai o Sheriff: overdrive britânico clássico, inspirado no som Plexi dos anos sessenta. Kidd lembra do overdrive dos amplificadores antigos como meio cru, beirando o áspero, mas na mixagem essa aspereza tinha uma função e ajudava a guitarra a se destacar. Em vez de um modo de baixa potência, o Sheriff 22 ganhou um atenuador de potência embutido e separado, que reduz a saída a 0,3 watt, para que um amplificador no talo pudesse ser tocado em volume de quarto.
Com o Sheriff 25, Kidd percebeu que o “Marshall vintage” que as pessoas têm na cabeça quase sempre é um Marshall que alguém como José Arredondo modificou um dia. O mesmo José a quem Dave Friedman levou o seu amplificador para um mod aos dezoito anos. Kidd parte para um projeto hot-rod. Outros, nesses casos, usam diodos de clipping, ou transistores usados como diodos. Ele quer “overdrive valvulado feito com válvulas”. As válvulas de saída EL86 foram sugestão do fornecedor. Kidd nunca tinha nem ouvido falar delas, e baixou a tensão das grades de blindagem.
Em 2017 sai o RK50, feito junto com Richie Kotzen.
Em 2019 aparece o VC35 The Copper. Kidd vivia ouvindo a pergunta se a Victory tinha algo parecido com um Vox AC30. Não tinha. O Copper virou o AC30 dele em volumes razoáveis. Duas 12AX7, um pentodo EF184 e quatro EL84 dão 35 watts, ou 12 no modo de baixa potência. A EF184 trabalha como seguidor catódico e excita o tone stack. Na potência máxima a polarização é mista, catódica e fixa; na baixa potência é só catódica.
Em 2020 o Countess foi rebatizado como The Jack, de jack-of-all-trades, pau para toda obra. No mesmo ano, a Victory e a Two Notes capturam os gabinetes da Victory em DynIR.
Capítulo seis. Válvulas de um bunker
Amigos e clientes pediam havia tempo o “som Victory” num pedal. Mas o mercado já estava completamente saturado de pedais de drive de todos os tipos imagináveis. O trocadilho, admite a Victory, é intencional.
Foram as válvulas que decidiram. Um dia o fornecedor de válvulas pergunta: “Tenho um monte destas, e são todas da Philips ou da Mullard ou de quem for. Você acha que consegue fazer alguma coisa com elas?” São CV4014, também conhecidas como EF91. Senão, iriam parar no lixão. Não há praticamente nada sobre elas, e nenhum amplificador de guitarra jamais usou válvulas assim. É testar para ver.
A CV4014 é um pentodo de pequenos sinais com sete pinos, fisicamente só um pouco menor que a conhecida 12AX7. É uma versão militar de alta confiabilidade da EF91, feita para aguentar vibração, inclusive em aviões.
As válvulas dos pedais V4 foram fabricadas em 1981 na fábrica da Mullard em Mitcham, Surrey, para o Ministério da Defesa britânico. Depois foram levadas para o depósito de suprimentos da Marinha Real em Spring Quarry, Wiltshire, nas profundezas da terra, parte de um enorme bunker da Guerra Fria. O bunker, felizmente, nunca foi necessário. Durante quarenta anos, ele foi só um lugar caríssimo para guardar válvulas que esperavam alguém projetar produtos em torno delas. É o que diz o manual, com uma carinha sorridente.
O primeiro estágio usa um triodo de baixo ruído EC900, fabricado na antiga Iugoslávia sob licença da Philips e da Mullard. A Victory estende a garantia dessas válvulas de 90 dias para dois anos: pela especificação militar, elas são feitas para durar no mínimo 6.000 horas.
No verão de 2018 os pedais V4 são mostrados na NAMM: The Countess, The Sheriff e The Kraken, a 349 libras cada. Em novembro de 2020, The Copper se junta a eles. Até onde a Victory sabe, ninguém antes tinha colocado quatro válvulas e um caminho de sinal totalmente valvulado num pedal.
Depois, ao pré-amplificador em formato de pedal foi acrescentado um estágio de potência: em 2020 veio o V4 Duchess, um amplificador transistorizado leve, classe D, de 180 watts. O módulo poderia dar até 210, mas módulos desse tipo não distorcem quando sobrecarregados, simplesmente desligam, e Kidd não quis construir um limitador. A emulação de gabinete ficou de fora do Duchess de propósito: cada um tem os seus próprios IRs. E já em 2021 saiu o V4 Kraken com um simulador de gabinete da Two Notes dentro.
Digressão para engenheiros. Não na frente, mas no lugar
A decisão principal por trás do V4 está escrita no manual: o pedal não vai antes do pré-amplificador do amplificador, e sim no lugar dele. Não é um overdrive, e sim a parte de entrada de um amplificador valvulado numa caixa de aço. “Já dissemos isso vezes suficientes?”, pergunta o manual.
Kidd explica de um jeito mais simples. Se um amplificador tem um ótimo canal limpo, mas o Dr. Jekyll precisa de um novo lado Mr. Hyde, o V4 é esse Mr. Hyde.
Todo o resto decorre dessa única decisão.
É preciso tensão de placa de verdade. O pedal recebe 12 volts e 800 miliamperes, o que é muito para um pedal, e enquanto os filamentos esquentam ele puxa o triplo. A alta tensão vem de um conversor elevador chaveado baseado no chip MAX1771: ele precisa de poucos componentes em volta e quase não ocupa espaço na placa. A parte mais difícil é o ruído. O conversor chaveia a centenas de quilohertz. O apito em si não se ouve, mas a interferência se espalha pelo terra. Por isso cada tensão tem o seu próprio terra separado.
A tensão de placa é mais baixa do que nos cabeçotes grandes. Kidd acha que isso se ouve: a forma de onda começa a distorcer de outro jeito, e os médios ficam mais cheios e mais agradáveis.
A saída é de nível de linha, no máximo 0,9 volt. Não há emulação de gabinete nem estágio de potência no pedal, e ele não consegue excitar um load box. O que ele tem é o modo Amp Through: com o pedal ligado, o sinal passa pelo pré-amplificador dele e vai para o estágio de potência do amplificador; com o pedal desligado, volta o pré-amplificador do próprio amplificador.
A chave Bright existe porque o pedal precisa excitar estágios de potência que nunca viu. Loops de efeitos variam demais. O manual avisa que a posição mais distante da favorita de quem toca pode fazer o pedal parecer quebrado. Não está.
O Copper tem a sua própria história. Um treble booster tradicionalmente é um aparelho de um transistor só. Kidd fez o dele com uma válvula. O botão Tone curto-circuita entre si as duas saídas em contrafase do último estágio valvulado, totalmente, em parte ou nada: o resultado é um corte de agudos. E o Bass Mode do Copper tem três posições, não duas como no cabeçote: o grave cheio no canal com boost fica embolado, então numa das posições o grave é cortado só nesse canal.
Um fio condutor atravessa tudo isso. O overdrive do JCM900 é transistorizado; Kidd faz o dele com válvulas. O Sheriff 25 pedia diodos; ele coloca válvulas. Booster normalmente se faz com transistor; ele faz com válvula. E onde o silício é necessário, afinal, no estágio de potência classe D dos amplificadores V4, há um Valve Response Circuit para que o estágio de potência pareça valvulado ao toque.
E o master volume. Kidd continua colocando-o depois do inversor de fase, como naquele primeiro mod no Marshall, no V40, no Copper e no Sheriff: boa parte da distorção do estágio de potência nasce no inversor de fase, não só nas válvulas de saída. Friedman não gosta desse tipo de master: ele tira de cena a realimentação negativa do amplificador. Dois masters, duas respostas.
Em 2016 Kidd dizia que o som de um amplificador depende quase inteiramente do circuito, e não da escolha entre EL34 e 6L6, e que válvulas NOS não são necessariamente melhores. Dois anos depois, uma linha inteira foi construída em torno de válvulas NOS. Não porque elas sejam mágicas. Elas são pequenas e resistentes, e existem em quantidade suficiente para fazer pedais durante anos e ainda manter peças de reposição.
Capítulo sete. O que aconteceu com a Victory?
Em 2023 o youtuber KDH chama a participação de Anderton na Victory de “o grande segredo da Andertons”. Anderton explica: tinha medo de que outras lojas, principalmente as britânicas, não quisessem vender uma marca ligada à Andertons. E admite que poderia ter sido mais aberto sobre isso. O órgão regulador de publicidade do Reino Unido pede que ele declare os seus interesses financeiros em cada vídeo, e ele passa a fazer isso.
A resposta de Kidd é curta: Anderton não é dono da Victory, ele fez um investimento. Tinha gente esperando que fosse o começo do fim. Nada mudou.
Em 2024 a Victory faz dez anos, e sai a série MK: MK de Martin Kidd. O MK Overdrive nasceu de todos os pedidos de reedição do Cornford MK50 Mk II. Cada amplificador MK é conferido e assinado pelo próprio Kidd antes de sair da fábrica.
Ele nunca virou chefe da empresa, e não se arrepende: o que ele faz de melhor é projetar circuitos e ajustá-los. Trabalha principalmente de casa e continua na fábrica como consultor técnico. Os amplificadores Victory são fabricados na Inglaterra.
No fim de 2025, o guitarrista cego Anthony Ferraro pede para experimentar um Duchess MKII. A Victory constrói para ele um amplificador com painel em braille. “Cara, é um amplificador!” O vídeo do unboxing foi visto por dezenas de milhões de pessoas. Hoje a Victory coloca painel em braille em qualquer amplificador seu, sem custo extra.
Em 2026 sai o PowerValve 200, um amplificador de potência para rigs digitais. Dentro dele trabalha a mesma CV4014.
Kidd tem certeza de que os amplificadores valvulados não vão desaparecer. Eles são levados ao talo até, no fundo, começarem a funcionar mal, porque é exatamente isso que os guitarristas buscam. E um modelo ou um perfil desse mesmo amplificador, diz ele, não vai dar a mesma sensação. Embora admita com franqueza que esses aparelhos são muito mais versáteis.
Epílogo. Overdrive valvulado feito com válvulas
Esta história também tem uma simetria.
Kidd começou lendo sobre um mod num livro e colocando um master depois do inversor de fase num Marshall que custou oitenta libras. Mais de trinta anos depois, as iniciais dele estão nos painéis de amplificadores, e o MK Overdrive traz de volta o seu Cornford MK50.
Ele não gosta de copiar. Se um amplificador sai e as pessoas gostam, ele quer sentir que foi ele que fez aquilo.
Ele nunca chegou a estudar eletrônica. Só queria overdrive valvulado feito com válvulas.
No nosso site, a Victory é representada pelo plugin gratuito AmberPawAmp e pelas capturas NAM dos pedais V4 The Copper, The Kraken e The Sheriff.
Fontes
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Victory Amplifiers ready to launch, MusicRadar (2013), em inglês
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About us, site da Victory (2013), cópia na Wayback Machine, em inglês
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V30 The Countess debuts Spring 2014, site da Victory (2014), cópia na Wayback Machine, em inglês
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V40 The Duchess and V40 The Viscount, site da Victory (2014), cópia na Wayback Machine, em inglês
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The unstoppable rise of Victory Amps, Guitar World (2024), em inglês
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Victory Announces Three New All-Valve Pedal Preamps, Guitar World (2018), em inglês
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Victory unveils all-valve V4 Series Pedal Preamps, MusicRadar (2018), em inglês
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NAMM 2020: Victory’s V4 Duchess, MusicRadar (2020), em inglês
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Victory V4 Kraken pedal-format guitar amp, MusicRadar (2021), em inglês
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Lee Anderton responds to questions over Victory Amps ownership, Guitar World (2023), em inglês
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Lee Anderton will be declaring any personal financial interest, Guitar World (2023), em inglês
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NAMM 2024: Deputy, MK Clean and MK Overdrive, MusicRadar (2024), em inglês
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Victory Braille Initiative, site da Victory (2026), em inglês
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Victory sends blind guitarist custom braille amp, Guitar.com (2026), em inglês
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V4 Series Pedal Preamplifiers User Guide, Victory Amplification (2025), em inglês
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Victory V4 The Copper preamp pedal review, Guitar World (2021), em inglês
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Victory Amps launches PowerValve 200, Guitar.com (2026), em inglês
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Victory Amps MK Clean & OD with Martin Kidd & Lee Anderton, That Pedal Show (2024), vídeo, em inglês
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Ep. 85: Martin Kidd of Victory Amps, Tone-Talk (2020), vídeo, em inglês
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From Cornford to Victory: Martin Kidd’s Story, Products of Music (2026), vídeo, em inglês
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Guthrie Govan Victory Amplifiers Clinic & Interview, Victory Amplifiers (2014), vídeo, em inglês
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Victory V100 The Duke: Demo plus Interview with Martin Kidd, Rob Chapman (2013), vídeo, em inglês
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Victory releases VX The Kraken, MusicRadar (2015), em inglês